Urgência do Amadora-Sintra com "carência extrema de médicos"

  • 08/01/2026

A Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra anunciou hoje que a enfermeira diretora se demitiu do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, e que a equipa de enfermagem do Serviço de Urgência Geral (SUG) apresentou escusas de responsabilidade.

 

Em declarações à agência Lusa, o bastonário dos enfermeiros, Luís Filipe Barreira, disse que recebeu uma declaração de escusas de responsabilidade subscrita pelos enfermeiros-chefes de equipa do SUG que "reflete os constrangimentos assistenciais que são identificados no funcionamento diário do serviço e que têm impacto direto na capacidade de resposta".

Mas ressalvou que são condições que não dependem da atuação individual dos enfermeiros: "Resultam da própria organização do serviço, da articulação entre as equipas e, nomeadamente, da dotação de profissionais, principalmente a falta de médicos face ao volume e à própria complexidade dos doentes", justificou.

"São fatores estruturais que condicionam a prestação de cuidados, mesmo quando existe o empenho e a disponibilidade dos enfermeiros no próprio serviço", vincou.

O bastonário referiu que a Ordem dos Enfermeiros (OE) tem recebido muitas exposições deste tipo ao longo dos anos, encarando-as como "um sinal de alerta, um sinal que deve ser analisado com seriedade", porque apontam riscos que podem ser prevenidos com medidas adequadas da própria gestão e planeamento.

Lembrou a situação que se vive na ULS Amadora-Sintra, em que o presidente, Carlos Sá, apresentou a demissão no início de novembro, esperando que a "ministra da Saúde, o Governo, nomeie rapidamente um Conselho de Administração e que se possa, de alguma forma reorganizar este serviço de urgência".

Luís Filipe Barreira anunciou a OE vai, de qualquer forma, pedir esclarecimentos ao Conselho de Administração e promover uma visita de acompanhamento ao exercício profissional, explicando que "é o procedimento habitual para estas situações".

Esclareceu ainda que os enfermeiros que apresentaram a escusa de responsabilidade continuam a trabalhar: "Não rescindiram nada, nem se demitiram. Apresentaram escusa de responsabilidade a alertar para a situação concreta que se vive neste serviço de urgência".

"Temos um número considerado correto para assegurar a segurança e os cuidados das pessoas", assegurou o bastonário.

O conselho de administração confirmou ter recebido a declaração de escusa de responsabilidade apresentada pela equipa de enfermagem do Serviço de Urgência Geral do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca.

O conselho de administração da ULS Amadora-Sintra reconhece "a elevada pressão assistencial" vivida no Serviço de Urgência Geral, "num enquadramento nacional marcado por significativos constrangimentos do Serviço Nacional de Saúde, particularmente agravados nos períodos de maior afluência sazonal".

Reconhece igualmente o empenho, profissionalismo e dedicação dos enfermeiros e dos restantes profissionais de saúde, que, afirma, "continuam a assegurar cuidados em circunstâncias excecionais e particularmente exigentes".

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Lusa | 15:56 - 08/01/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2915914/urgencia-do-amadora-sintra-com-carencia-extrema-de-medicos#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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