PS/Mafra pede "respostas concretas" para apoio a trabalhadores da Sicasal

  • 09/01/2026

"Reiteramos a importância de serem encontradas respostas concretas que permitam apoiar os trabalhadores afetados, incluindo medidas de acompanhamento social, requalificação profissional e criação de condições para uma célere reintegração no mercado de trabalho", lê-se num comunicado divulgado pelo PS/Mafra.

 

A Sicasal, indústria de carnes localizada no concelho de Mafra, foi declarada insolvente, a pedido do Banco Comercial Português, de acordo com o anúncio da declaração de insolvência do Tribunal da Comarca Lisboa Oeste.

Neste contexto, os socialistas "apelaram às entidades competentes para que acompanhem de perto este processo, assegurando o cumprimento integral dos direitos dos trabalhadores, nomeadamente no que diz respeito a salários em atraso, indemnizações e acesso aos mecanismos de proteção social existentes".

O PS/Mafra manifestou disponibilidade "para promover o diálogo e mediar a situação" e para se reunir com a administração da empresa, com os representantes dos trabalhadores e com as entidades públicas responsáveis, "no sentido de contribuir para a identificação de soluções que atenuem o impacto social desta insolvência e salvaguardem, tanto quanto possível, os postos de trabalho e os direitos adquiridos".

O Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste, com sede em Sintra, nomeou Jorge Calvete como administrador de insolvência e marcou para 04 de março a assembleia de credores.

Contactado pela agência Lusa, o administrador de insolvência disse que a "produção da Sicasal está parada, mas há a intenção de apresentar um plano de recuperação para a reativar e há todo o interesse em não encerrar a unidade".

Jorge Calvete confirmou que existem "vários investidores interessados" na empresa.

O Instituto da Segurança Social esclareceu à agência Lusa que a empresa tinha 315 trabalhadores no final de 2024 e chegou ao fim de 2025 com 260.

Contactado pela Lusa, o administrador da Sicasal, Álvaro Santos Silva -- que fundou a empresa em 1968 -, tem recusado prestar esclarecimentos.

De acordo com o Jornal de Negócios, a Sicasal, que chegou a faturar perto de 100 milhões de euros, vinha a acumular prejuízos, tendo em 2023 faturado 69,7 milhões de euros, com os resultados negativos a somarem 12 milhões entre 2022 e 2023.

No final do verão, a unidade industrial parou a produção e, em outubro, avançou para um Processo Especial de Revitalização (PER), para conseguir negociar com os credores um plano de recuperação.

Contudo, explica o jornal, o PER foi chumbado pelo tribunal por a empresa falhar a entrega de documentos de forma repetitiva.

Em 2011, um incêndio destruiu parte da área de produção, tendo a empresa conseguido renascer das cinzas e garantido os postos de trabalho dos 700 trabalhadores que tinha.

Em 2013, faturou 85 milhões de euros, registando um acréscimo de 30% no volume de vendas.

Nos dois anos após o incêndio, investiu cerca de 15 milhões de euros, não só na recuperação da área ardida, como também na sua ampliação.

Leia Também: Insolvência da Sicasal deixa centenas de empregos em risco: O que se sabe

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2916368/psmafra-pede-respostas-concretas-para-apoio-a-trabalhadores-da-sicasal#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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