Montenegro realça "papel dos EUA numa transição estável" na Venezuela
- 08/01/2026
Na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República, o chefe do Governo PSD/CDS-PP dedicou um curto excerto da sua intervenção à situação na Venezuela, afirmando que a "prioridade absoluta" do executivo é "a segurança e bem-estar da comunidade portuguesa".
"Não tendo Portugal reconhecido os resultados das eleições de 2024, e defendendo o respeito pelo direito internacional, constatamos o papel dos Estados Unidos na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", acrescentou, defendendo que "esta é a melhor forma de salvaguardar os interesses de Portugal e da comunidade portuguesa".
Após o ataque militar norte-americano à Venezuela, no sábado, o primeiro-ministro reuniu-se, ao fim da tarde, por videoconferência, com Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
"Estamos focados no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro. Não tendo reconhecido os resultados das eleições de 2024, tomamos nota das declarações e garantias do Presidente Donald Trump e constatamos o papel dos Estados Unidos da América na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", escreveu, após essa reunião, na rede social X.
Na mesma mensagem, o chefe do Governo PSD/CDS-PP afirmou que as autoridades portuguesas estão atentas "à segurança e ao bem-estar" da comunidade emigrante portuguesa na Venezuela e que a embaixada em Caracas e a rede consular "estão plenamente mobilizadas".
Estas tinham sido até agora as únicas palavras de Luís Montenegro sobre a intervenção dos EUA na Venezuela, que hoje foram em parte repetidas.
A reação do Governo foi assumida pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sem tomar posição sobre se a intervenção dos EUA violou ou não o direito internacional, focada na comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela, na sua maioria oriunda da Madeira, estimada em meio milhão de pessoas, e na procura de uma "solução democrática".
[Notícia atualizada às 16h17]















