Conselho de Estado? Participação de Ventura e Marques Mendes "é um erro"
- 09/01/2026
Em declarações aos jornalistas após uma reunião com a Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, Jorge Pinto abordou o Conselho de Estado, que decorre esta tarde, para criticar a participação dos candidatos presidenciais André Ventura e Luís Marques Mendes nessa reunião.
"Eu até acredito que a decisão possa ter sido difícil, mas acho que é um erro terem participado nesta reunião. Acho que é um erro, apesar da importância do tema, porque o tema é importante, parece-me que a dez dias da eleição ou uma semana exata do final do período eleitoral é um erro termos dois candidatos a participar no Conselho de Estado", disse.
O candidato a Belém acrescentou que, no lugar de Ventura e Mendes, "teria pedido dispensa" e afirmou "ter pena que isso não tenha acontecido".
Jorge Pinto frisou, no entanto, a importância dos temas em discussão nesta reunião, lembrando que as matérias internacionais têm estado presentes na sua campanha e o "próximo Presidente da República vai ter de tomar decisões muito complicadas no que diz respeito à política internacional".
O chefe de Estado que for eleito no dia 18 janeiro, argumentou Jorge Pinto, "vai ter de ter uma posição muito corajosa de explicar aos portugueses aquilo que está em causa e aquilo que serão as grandes decisões que os próximos governos durante o mandato do Presidente da República terão de tomar".
"Um Presidente da República, se há algo que tem de ser, é honesto com os portugueses e dizer-lhes que os próximos tempos vão ser desafiantes, mas que precisamente porque eles vão ser desafiantes é preciso ter quem reconheça esses desafios e esteja à altura para dizer que este é e tem de ser o momento em que nós portugueses, nós europeus, criamos a nossa voz autónoma num mundo cada vez mais complexo", considerou.
Jorge Pinto disse ser a "o Presidente certo" para o atual momento, argumentando que se destaca também entre as candidaturas à esquerda, uma vez que os restantes nomes "ou não reconhecem a importância do papel europeu no mundo que temos pela frente ou, reconhecendo, têm uma posição seguidista".
"A minha posição é de um europeísmo convicto, mas crítico, porque é esse europeísmo que nós vamos precisar para fazer frente a Vladimir Putin e a Donald Trump, um europeísmo crítico e convicto que defende os direitos humanos, que defende a dignidade da vida humana que defende o projeto da paz, porque é isso que nos deve continuar a mobilizar", declarou o candidato.
Leia Também: Carta de Cotrim e "inoportunidade" do Conselho de Estado agitam campanha














